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Mostrando postagens de agosto, 2018

Análise crítica sobre a paisagem sonora feita pelo grupo: Isabel Zerbinato, Luísa Lowande e Laura Melo Avelar

A paisagem sonora do grupo possui uma concepção abstrata em que há perda do sentido direto dos sons, criando uma composição de sobreposições. A paisagem é iniciada e finalizada por uma batida que, por isso, acaba se sobressaindo em relação aos outros sons. Os sons que entram posteriormente, mais em segundo plano, criam um ambiente caótico. Nesse ponto de culminância em que todos os sons são apresentados juntos, a batia é acelerada, o que causa um efeito de progressão sonora, não necessariamente linear, mas que proporciona uma ansiedade. Ao final, apesar dos outros sons terem se atenuado, a batida persiste inquieta , ainda acelerada, trazendo uma perspectiva de que algo ainda não se resolveu. A composição é harmônica, o efeito produzido de inquietação é palpável e funciona.

Análise crítica sobre o croqui feito por Maria Rezende

https://mariafernandarezende.blogspot.com/2018/08/croquis-da-escola-de-arquitetura-e-hall.html O croqui feito com aquarela, representando a Escola de Arquitetura, cria um vislumbre das cores do ambiente, o que possibilita uma direção ao imaginário de quem observa o desenho. O enquadramento escolhido da destaque a árvore, que se encontra no centro da folha, deixando em segundo plano o prédio em si. O desenho apropria-se pouco das questões de perspectiva e proporção, uma vez que as linhas se perdem do ponto de fuga, mas isso não gera incomodo. Ao contrário do esperado, a perda da perspectiva e proporção formal deixam a composição do desenho harmonioso, remetendo perfeitamente ao local de onde se observa o prédio: uma praça, onde é possível se estabelecer com certa informalidade e se beneficiar das árvores.

Desenho de observação do hall da Escola de Arquitetura

Materiais: papel canson e pincel marcador permanente bic (ponta: 3-9mm) três cores.

Análise do texto “Animação Cultural” de Flusser

  O panorama revelado no texto inverte os padrões antropocêntricos de domínio sob a matéria inanimada, projetando uma ideia de que, a verdadeira lógica que movimenta e motiva os seres animados – nesse caso, os homens – são os objetos. Portanto, não estariam os objetos a serviço do homem e sim, o homem a serviço de produzir objetos ou, até mesmo, viver em função deles. Basta um breve olhar para a sociedade atual, para que a proposta “ficcional” de Flusser, torne-se perturbadoramente próxima à realidade.     Georg Simmel, em seu livro “As grandes cidades e a vida do espírito”, afirma que o desenvolvimento da cultura moderna é concebida pela sobreposição do espírito subjetivo pelo espírito objetivo e, por isso, é colocado uma carga qualitativa cada vez maior nos objetos e pouco se investe no desenvolvimento espiritual dos indivíduos. O que é completamente palpável ao analisarmos como a humanidade avançou na produção de tecnologias (edificações, softwares e computadores...