Análise crítica sobre a paisagem sonora feita pelo grupo: Isabel Zerbinato, Luísa Lowande e Laura Melo Avelar
A paisagem sonora do grupo possui uma concepção abstrata em que há perda do sentido direto dos sons, criando uma composição de sobreposições. A paisagem é iniciada e finalizada por uma batida que, por isso, acaba se sobressaindo em relação aos outros sons. Os sons que entram posteriormente, mais em segundo plano, criam um ambiente caótico. Nesse ponto de culminância em que todos os sons são apresentados juntos, a batia é acelerada, o que causa um efeito de progressão sonora, não necessariamente linear, mas que proporciona uma ansiedade. Ao final, apesar dos outros sons terem se atenuado, a batida persiste inquieta , ainda acelerada, trazendo uma perspectiva de que algo ainda não se resolveu. A composição é harmônica, o efeito produzido de inquietação é palpável e funciona.