O panorama revelado no texto inverte os padrões antropocêntricos de domínio sob a matéria inanimada, projetando uma ideia de que, a verdadeira lógica que movimenta e motiva os seres animados – nesse caso, os homens – são os objetos. Portanto, não estariam os objetos a serviço do homem e sim, o homem a serviço de produzir objetos ou, até mesmo, viver em função deles. Basta um breve olhar para a sociedade atual, para que a proposta “ficcional” de Flusser, torne-se perturbadoramente próxima à realidade. Georg Simmel, em seu livro “As grandes cidades e a vida do espírito”, afirma que o desenvolvimento da cultura moderna é concebida pela sobreposição do espírito subjetivo pelo espírito objetivo e, por isso, é colocado uma carga qualitativa cada vez maior nos objetos e pouco se investe no desenvolvimento espiritual dos indivíduos. O que é completamente palpável ao analisarmos como a humanidade avançou na produção de tecnologias (edificações, softwares e computadores...
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